Já que citei o Criolo no post anterior, vai o link do seu segundo disco, até então o melhor lançamento nacional de 2011. “Não Existe Amor Em SP” já está virando um pequeno clássico.

Baixe aqui:

http://www.criolo.net/

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Emicida tem levado os holofotes de toda a mídia de volta para o rap paulistano, coisa que não ocorria desde o estouro nacional do Racionais, que não lança um disco de inéditas desde o genial “Nada Como Um Dia Após O Outro Dia”, de 2002.

Suas rimas são criativas, saem do lugar comum. Juntamente com Criolo (cujo estilo é bem mais abrangente), tem dominado a cena. Prova disso é monopolização promovida pelos dois no último VMB, apresentado na última quinta-feira, 20/10 (Criolo ganhou três prêmios, enquanto Emicida ficou com dois).

Baixe aqui a mais recente mix-tape do Emicida, “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa”:

http://www.thecreatorsproject.com/pt-br/videos/the-rise-of-emicida

Se você, como eu, não tem twitter, vai um link alternativo:

http://www.4shared.com/file/2v1y7nxu/Emicida-Doozicabraba_e_a_revol.htm

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Há cerca de 08 anos atrás tocamos num festival punk (!?), em Cerqueira César (!?!?). E eis que, em 2011, voltamos à cidade para um show no Anexo, casa que completa neste mês 02 anos de existência. E não é que o show foi maravilhoso? Que a dose se repita em breve! As fotos da noite já estão no Facebook da banda (link logo ali, à sua esquerda).

Próximos shows do Landau:

- 13/08: 4ª Chicolate, no Salão da Igreja Nossa Senhora de Fátima, em Santa Cruz do Rio Pardo-SP;

- 27/08: Escola Leônidas, Santa Cruz do Rio Pardo-SP;

- 24/09: Festa Skolbramados, Joaquim Távora-PR;

- 14/10: Show Black Landau (apresentação conjunta das bandas Black Tie e Landau69), Icaiçara Clube, Santa Cruz do Rio Pardo-SP

- 22/10: Evento particular, Jacarezinho-PR;

- 05/11: Evento particular, Santa Cruz do Rio Pardo-SP.

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É o disco do mês aqui em casa. Altas doses de R.E.M. e Neil Young formam o 5° disco do Decemberists. Ou seja, altíssimo nível nas influências. Não conhecia esse som, e fiquei vidrado. Recomendo!

Baixe aqui:

http://newalbumreleases.net/32685/the-decemberists-the-king-is-dead-2011/

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Trilha sonora do belo filme “Na Natureza Selvagem” (Into The Wild), dirigido pelo Sean Penn.

http://www.4shared.com/file/SMfINITO/_2007__Eddie_Vedders_Into_The_.htm

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Tenho escutado muito rap. Culpa do Black na Cena (http://www.blacknacena.com.br/), festival finíssimo que vai rolar no próximo final de semana em São Paulo. Pena que só vou poder comparecer no domingo. Mas já tá valendo, é “só″ o dia do Racionais MC’s…

Outra atração do dia não para de tocar aqui em casa. Dica do grande amigo Lobo, a veterana Naughty by Nature. Vai o link pro primeiro disco dos caras, recomendadíssimo:

http://www.4shared.com/file/-YFcOA4O/Naughty_By_Nature_-_Naughty_By.htm

(Barry, dispa-se de seu preconceito e baixe esse disquinho! hehehe)

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Final de semana totalmente excelente, intenso e divertido pro Landau! Sexta-feira voltamos em grande estilo pro ótimo Quintal do Romão, lotadão, na vizinha Bernardino de Campos. E sábado foi a vez do Icaiçara. Show meio vazio, mas ótimo. Grande participação dos irmãos da banda Mafagafos!

E nessa sexta tem Landau na festa julina da Studium, em Ourinhos! Até lá!

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Tenho um sentimento contraditório em relação às novas “salvações rock”, aquela história da “melhor banda de todos os tempos da última semana”: ao mesmo tempo em que tenho curiosidade de conhecer, antes mesmo de escutar já estou pré-disposto a não gostar, ou criticar, ou ao menos procurar defeito. A euforia da imprensa em relação a certas bandas já catapultou ao sucesso inúmeras bobagens, tais como The Vines, Jet, The Bravery, Kaiser Chiefs, etc. As novas “sensações” são o Vaccines e o Yuck. Este segundo fez um show praticamente secreto, ontem, em São Paulo. Andei escutando o cd nos últimos dias. São os anos 90 de volta: altas doses de Pavement, Sonic Youth, Dinosaur Jr., e um tantinho de Teenage Fanclub. “Yuck” (lê-se “iãc”), o disco, não é a salvação de nada (aliás, que mania de salvação, tem alguém morto?), mas é pegajoso e tem boas canções (“Get Away” não sai da minha cabeça). Taí o álbum pra quem quiser conferir:

http://newalbumreleases.net/33157/yuck-yuck-2011/

A matéria a seguir foi publicada na Folha de hoje (assinada por JULIANA ZAMBELO):

Com guitarras altas e vocal baixo, Yuck faz bom show curto em SP

No fim das contas, os integrantes do Yuck terão enfrentado mais de 20 horas de viagem para fazer em São Paulo apenas 40 minutos de show. Pode parecer pouco, mas foi a medida exata para uma banda que, independente da quantidade de elogios que vem recebendo, tem apenas um álbum na bagagem.

Sem cover, sem conversa e sem bis, a banda inglesa fez na capital paulista uma apresentação competente. Apesar de se mostrarem tímidos e pouco performáticos no palco, tocaram alto e reproduziram sem dificuldade o seu CD de estreia.

O disco, chamado apenas “Yuck”, foi lançado lá fora em fevereiro e ainda não chegou ao Brasil. Ele foi bem recebido por espaços sisudos, como a BBC, e pelos mais efusivos, como o NME, e recebeu boas críticas tanto em veículos grandes, como o jornal Guardian, quanto em independentes, como o site Pitchfork.

Deste trabalho, o Yuck mostrou ao vivo as melhores músicas. “Get Away” foi a mais comemorada pelo público e a que puxou o coro mais forte, mas “The Wall”, “Georgia” e “Holing Out” também foram bem executadas e arrancaram aplausos animados.

Já nos momentos mais calmos, como na bela balada “Shook Down”, o volume alto das conversas entre o público se tornava incômodo, chegando a atrapalhar quem queria prestar atenção na performance da banda.

No palco, a baixista Mariko Doi chama atenção por sua expressão carrancuda e a franja que esconde quase metade de seu rosto e o baterista Jonny Rogoff parece se divertir com seu enorme cabelo black power. Mas são as guitarras distorcidas de Daniel Blumberg e Max Bloom que se destacam na apresentação, honrando a tradição das bandas de indie rock dos anos 90 que os influencia.

O show foi fechado, exclusivo para convidados e vencedores de promoções da marca Puma. Ele foi realizado no salão União Fraterna, na Lapa, mais usado para bailes nostalgia, e sofreu com a falta de ar condicionado do local. A acústica também não se mostrou das melhores e o vocal esteve baixo demais durante todo o show.

Após o show em São Paulo, o grupo volta correndo para a Inglaterra para tocar no badalado festival Glastonbury e segue com a agenda cheia até agosto.”

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Esse disco parece muito uma coletânea, dada a quantidade de clássicos contidos numa mesma bolacha. Mas não é. “Nós Vamos Invadir A Sua Praia”, estreia do Ultraje à Rigor, e um dos maiores clássicos do rock nacional, em texto de Emerson Gasperin para a “Discoteca Básica” da Edição 208 da Revista Bizz (Dezembro de 2006).

O carrinho da frente provoca: “Meus dois pais me tratam muito bem”. O segundo responde: “O que é que você tem/Que não fala com ninguém”. Em questão de segundos, todos os vagões estão cantando “Rebelde sem Causa”, do Ultraje A Rigor. Naquele momento, o recém-lançado Nós Vamos Invadir Sua Praia era apenas a trilha sonora oficial das férias de julho de 1985. Mas com recordações – e impacto – muito mais duradouras que as guinadas da montanha-russa do Tivoli Park (RJ). Lá vem o looping: “Ma-ma-ma ma-ma-ma- má/Pa-pa-pa pa-pa-pa-pá”.
   A banda paulistana perseguia o sucesso desde 1983, quando teve seu compacto lançado pela WEA. “Inútil” (com “Mim Quer Tocar” no lado B) virou o hino da campanha pelas Diretas Já. Apesar de Ulysses Guimarães citar nos palanques que “A gente não sabemos escolher presidente”, a música não tocou no rádio nem na TV.
Com 30 mil cópias vendidas, o disquinho não representava exatamente um troféu para a inflada indústria fonográfica da época.
Em setembro de 1984, o Ultraje A Rigor tentou novamente com “Eu Me Amo”/”Rebelde sem Causa”, já com a sua escalação clássica: Roger (guitarra e vocais), Leospa (bateria), Maurício (baixo) e, no lugar de Edgard Scandurra, Carlinhos (guitarra). A semelhança com “Egotrip”, o hit da hora da Blitz (que mudou sua letra para “Eu te amo”), rendeu mais exposição ao lado A, porém nada que mudasse uma carreira. O grupo estava na angustiante situação de ser comentado, lotar cada vez mais shows e não acontecer comercialmente. Restava à gravadora acreditar no seu potencial. O coro de 100 mil pessoas acompanhando “Inútil”, executada pelos Paralamas do Sucesso no Rock in Rio, reforçou a crença de que valia a pena apostar. Em abril de 1985, a banda entrou no estúdio Nas Nuvens para gravar seu primeiro LP. Nunca 28 diárias de quatro marmanjos no Hotel Sol, em Copacabana, deram tanto retorno. O Ultraje A Rigor sempre ameaçava estourar. Quando estourou, foi um estrondo tão grande que superou todas as expectativas.
Dessa vez, não tinha como não funcionar. Sete canções haviam sido escolhidas em eleição promovida na danceteria Rádio Clube, sendo quatro já lançadas em single. Ou seja: Nós Vamos Invadir Sua Praia invadiu as lojas com cara de best of E apresentou desempenho correspondente a partir do instante em que “Ciúme” bateu nas rádios. De repente, um país inteiro queria levar uma vida moderninha.
O Ultraje A Rigor não era pop como a Blitz, roqueiro como o Barão Vermelho, inteligente como os Titãs, intenso como a Legião Urbana, balançante como os Para lamas do Sucesso, requintado como o RPM – era tudo isso de um jeito mais simples, a ponto de sua característica mais celebrada ser o humor. A graça não ofuscava a música: você prestava atenção no que Roger estava falando, identificava-se e/ou sorria e sentia vontade de escutar sem parar. �
Os sucessos se empilhavam. Rearranjados, os compactos transformaram-se nas mais pedidas. A faixa-título, com “apoio” de Lobão, Ritchie, Leo Jaime e do miquinho Selvagem Big Abreu, tornou-se bordão popular. Até “Marylou”, censurada devido ao seu didatismo em explicar por onde a galinha bota ovo, ganhava espaço conforme o grau etílico do freguês. Em um ano, o disco venderia mais de 500 mil cópias.
A gurizada que naquele domingo ria de cabeça para baixo jamais imaginaria que estava testemunhando o nascimento de uma obra-prima. O lance era aproveitar os últimos dias livres antes de as aulas recomeçarem, em agosto. O Tivoli Park não existe mais. O Ultraje A Rigor resiste, somente com Roger da formação original..
E um daqueles moleques, sem ganhar guitarra da mãe nem carro do pai, assina hoje estas maltecladas.

Baixe aqui:

http://www.4shared.com/file/RDAvp9Dl/Ultraje_a_Rigor_-_Nos_Vamos_In.htm

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Esse disco do Queen tem “somente” a melhor música de todos os tempos (na minha irrelevante opinião, claro): o épico “Bohemian Rhapsody”. Posto aqui um texto publicado na Bizz de julho de 1992, assinado pelo André Forastieri. Trata-se da clássica seção “Discoteca Básica”, da saudosa revista que moldou boa parte do meu gosto musical (e, consequentemente, da minha personalidade).

Rock como objeto de culto. Disco como conceito, grande arte. Foram desvios inesperados – e, pensando bem, um pouco ridículos – para um tipo de música desencanada que começou animando bailinhos teen.
Mas os anos 70 foram mesmo inesperados, e todo mundo que cresceu nessa época é meio esquisito. Não vejo a hora de elegermos nosso primeiro presidente da República… alguém que saiba quem é o Space Ghost e tenha sonhado com uma calça Topeka.
De qualquer forma: se essa pretensão roqueira toda se justificou alguma vez, foi na primeira metade dos 70. Dark Side Of The Moon, Physical Graffiti, Ziggy Stardust – naquela época gigantes caminhavam sobre a Terra, ou assim parecia.
Dentre esses inesquecíveis pedaços de plástico, nenhum alcançou a sobrevida de A Night At The Opera. Porque o Queen nunca parou de produzir, porque mudou de estilo, porque eles eram imensos no palco, porque Freddie Mercury foi o primeiro superastro a morrer de Aids, porque…
Principalmente, acho, pela variedade. Opera tem um pouco de tudo para todos. Metal cromado (“I’m In Love With My Car”), vingativo (“Death On Two Legs”) e burro (“Sweet Lady”, a coisa mais Kiss que o Kiss não fez). Brilhantes baladas: a alegrinha “You’re My Best Friend”, a quase country-épica “39″ e, mama mia, “Love Of My Life”. Cabaré variado: “Seaside Rendezvous”, “Good Company”, “Lazing On A Sunday Afternoon”. Um épico progressivo “viajante”, “The Prophet’s Song”. E coisas indefiníveis e emocionantes, como a peça central do disco, “Bohemian Rhapsody”.
Art rock era isso: tudo exagerado, ambicioso, superproduzido, bem escrito e incrivelmente bem tocado (no synthethizers!). Os quatro tocavam, cantavam, compunham. “You’re My Best Friend” é de (e com) John Deacon, o baixista. “39″ e “Good Company”, a mesma coisa com o guitarrista Brian May, “I’m In Love With My Car”, idem com o baterista Roger Taylor. Sem falar em Freddie. Que banda em atividade hoje tem tanta gente talentosa?
No Brasil, o “disco branco” do Queen marcou demais (o “preto”, seguinte, é A Day At The Races; ambos os títulos tirados de filmes dos irmãos Marx). Junto com News Of The World, formavam a dupla tiro-e-queda de qualquer discoteca que se prezasse – porque Queen, naquela época e lugar, era sinônimo de rock; quem não gostava do Queen, boa gente não era.
E tinha boa gente pra caramba neste país – o suficiente para lotar o Morumbi, no primeiro megashow de rock a que o Brasil já assistiu. Não existiam telões, a trilha de Flash Gordon tinha acabado de sair, as garotas não usavam sutiã, os meninos usavam tênis All-Star e todo mundo sabia o repertório inteiro do show de cor.
Nós éramos os campeões. God Save The Queen.

Baixe aqui:

http://www.4shared.com/file/wB01wZKZ/A_Night_At_The_Opera__1975_.htm

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